Curso Prático de Auto-Maestria — AULA 10: EU SOU a Resposta às Suas Orações.

“Uma forte enchente atingiu uma cidade, e um homem muito religioso se recusou a sair de casa. "Deus vai me salvar", dizia ele, enquanto a água subia.
A água chegou à cintura e um vizinho passou de canoa. "Suba, vamos embora!", gritou. O homem respondeu: "Não, obrigado. Estou orando a Deus e ele vai me salvar". A água subiu para o primeiro andar, e um barco a motor passou. "Suba! É sua última chance, a água vai subir mais!", chamaram. O homem insistiu: 'Não, Deus vai me salvar!' A água cobriu a casa e o homem teve que subir no telhado. Um helicóptero de resgate desceu, jogou uma escada e chamou pelo megafone: "Suba! O mar vai ficar revolto!". Mas o homem, teimoso, gritou: "Não, eu tenho fé. Deus vai me salvar". O helicóptero foi embora. A água subiu acima do telhado e o homem, sem forças, afogou-se. Ao chegar diante de Deus, o homem, triste e confuso, perguntou: "Senhor, eu acreditei em Ti! Por que não me salvaste?". Deus, com imensa ternura, respondeu:
"Meu filho, eu te enviei um barco a remo, uma lancha e um helicóptero... O que mais você esperava?".
Hoje, a proposta dessa aula é ser um pouco mais reflexiva.
Ela vem trazer um pouco de luz e consciência sobre a importância do papel de cada um de nós dentro das sincronicidades do universo.
Aqui vamos observar como tudo e todos estão, sim, conectados.
Não como é colocado muitas vezes no mundo místico de forma generalizada, “todos somos um, tudo é uma coisa só”. Não. Mas dentro de um grande emaranhamento cósmico, cada oportunidade que se apresenta para nós é uma chance de nós respondermos à oração, ao pedido de alguém sem perceber.
🕊️ O Ensinamento das Cartas de Cristo
Para isso, como sempre, eu vou trazer aqui um trecho retirado na íntegra das Cartas de Cristo, que é sempre a base dos nossos estudos.
Estudando esse trecho da carta de número 2, que há pouco tempo, eu pude fazer essa reflexão, esse insight, e consegui perceber com nitidez a importância de nós aproveitarmos cada oportunidade que recebemos de servir.
Eu mesma estava passando por um período onde eu pedi de forma consciente por sinais, por direcionamento.
Muitas vezes a gente passa despercebido pela importância dessa grande conexão que existe entre tudo e todos, porque às vezes fazemos as nossas orações ou a gente intenciona que quer resolver alguma coisa, ou que quer alguma coisa, de forma automática, não de forma presente.
E muitas vezes, quando cai no esquecimento aquele pedido, perdemos a grandeza do momento em que se recebe a resposta.
Então, no finalzinho de 2025, depois de estar ali praticando e colocando toda a minha atenção, dedicação em realmente estudar e desenvolver esse curso, sendo eu mesma a aprendiz daquilo que eu estava compartilhando, cheguei a um momento em que eu já estava conseguindo conscientemente sentar com disciplina e pedir pra fonte criadora direção, inspiração e que ela me mostrasse qual era o caminho que ela gostaria que eu seguisse.
E ali, naquele momento, a oração do “Pai Nosso” começou a fazer muito sentido pra mim, principalmente a frase do “Seja feita a VOSSA vontade” (começou a fazer sentido porque eu entrei em um processo consciente de soltar o controle sobre todas as situações e permitir que o meu espírito comandasse - processo esse em desenvolvimento contínuo).
Através disso, pedindo que fosse feita a vontade Dele (Fonte), comecei a pedir por determinados sinais.
E esses sinais vieram através de pessoas que não fazem a mínima ideia de que estavam sendo a resposta às minhas orações.
E, por essa linda sincronicidade, eu cheguei no trecho onde Sananda, o nosso amado Mestre Jesus, relata o seu ensinamento para o povo da Palestina nessa carta de número 2 (que comentei acima):
“Lembrem-se, primeiro, façam aos outros o que gostariam que fizessem para vocês. E então haverá paz e contentamento em sua mente e coração e o pai poderá fazer o seu TRABALHO AMOROSO em seu corpo, mente e coração.”
🌈 A Grande Lição: Fazer aos Outros o Que Gostaria Que Lhe Fizessem
Nesse trecho, quando a gente começa a se aprofundar no que realmente ele está trazendo, no que realmente significa, ele não está simplesmente falando aquela sua famosa lição “amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, que já é uma grande lição e que dá para fazer uma aula inteira em cima disso.
O que quero chamar a atenção é principalmente quando ele fala que, ao fazer aos outros o que a gente gostaria que fosse feito para nós, vamos encontrar paz e contentamento na nossa mente e no nosso coração.
E aqui, mente e coração, podemos traduzir como pensamentos e sentimentos. Quando entramos nesse estado que ele está ensinando, é exatamente o estado de espírito onde entramos em alinhamento com o nosso Eu superior, com a nossa consciência divina, o nosso espírito.
E aí sim, quando a gente está nesse estado, conseguimos manifestar tudo aquilo de que precisamos de forma coerente.
Então, Ele está dando um pequeno exemplo, uma pequena lição de quando a gente não tem resistência em auxiliar o outro, em fazer algo para o outro com a mesma alegria como se a estivesse fazendo aquilo por nós mesmos, a gente entra num estado de coerência com a fonte criadora.
Com esse pequeno passo, nessa pequena atitude, nós respondemos à oração de alguma pessoa.
E quando a gente se coloca nessa posição, automaticamente recebe também da mesma medida.
🔑 A Virada de Chave: Recusar Servir é Bloquear o Fluxo da Vida
A grande lição que Ele ensina, e que foi a virada de chave sobre sermos a resposta das orações (pelo menos para mim), é quando ele diz o seguinte:
“Quando recusam algo, as pessoas não percebem, mas enrijecem sua mente e corpo para se protegerem da obrigação de fazerem qualquer coisa que não queiram fazer. Colocam em tensão sua mente e corpo, e o “PAI” também é tensionado e não pode fazer seu trabalho amoroso dentro de vocês. E é deste enrijecimento que surge a doença.
Pode ser que encontre alguém em extrema necessidade, que tenha frio ou esteja infeliz e que peça a vocês o manto. Não passe por ele olhando de longe. Não.
Entreguem a ele o seu manto e, se ele realmente estiver com frio, também a sua túnica, e sigam o seu caminho e se alegrem.
Sim, meu amigo, alegre-se. Primeiramente, porque possuía uma túnica e um manto para dar, e logo alegre-se por perceber que agora tem falta de uma túnica e manto e o “PAI” dentro de vocês fará retornar em breve suas roupas de alguma forma surpreendente.”
Esse trecho também pode parecer só mais uma lição de se doar, de ajudar o outro, de entregar ao outro um auxílio para aquele que é menos favorecido.
Mas vamos descer numa camada mais profunda do que ele está explicando aqui.
🌌 A Sincronicidade Como Instrumento da Fonte Criadora
Não é por acaso que uma pessoa chega até nós e nos pede algo.
Muitas vezes a gente está parado num farol e chega alguém pedindo uma ajuda ou oferecendo um produto.
Por que você acha que parou naquele farol, naquele momento? Por que você acha que justamente você estava ali?
Essa poderia ser uma oportunidade de você ser a resposta à oração daquela pessoa que muitas vezes, antes de sair de casa ou antes de se dirigir para aquele farol, fez uma oração pedindo a “Deus” auxílio para que ela conseguisse “o pão de cada dia”.
E “Deus”, para responder, vem através de quem está mais próximo de ajudar, porque a fonte criadora faz isso para absolutamente todos nós, todas as suas criaturas.
A sua natureza divina é a satisfação das necessidades.
Quando a gente se recusa... quando a gente dá um “não” para aquela pessoa que foi colocada no nosso caminho, quando nós deveríamos ser “Deus” em ação e dizer “sim” e oferecer ajuda, oferecer o manto, como está aqui no exemplo de Sananda, nós estamos bloqueando o fluxo.
Isso me remete também a um trecho do livro de ouro de Saint-Germain, que eu também altamente recomendo que seja lido para estudo, onde ele diz que toda vez que dizemos “Eu não sou”, “eu não posso”, toda vez que a gente coloca um “não” nesse sentido, agimos como se estivéssemos colocando as mãos em volta do pescoço de alguém e sufocando essa pessoa.
E essa pessoa nada mais é do que o nosso espírito, que nada mais é do que uma partícula da fonte criadora…
E é exatamente o que Sananda está trazendo aqui, que quando a gente se recusa a prestar um auxílio, quando está à nossa disposição, quando se apresenta a oportunidade para nós (e ele não está nem pedindo para sacrificarmos algo que vai nos faltar, que vai nos trazer algum grande prejuízo, mas para usarmos aquilo que está ali ao nosso alcance, à nossa disposição), quando a gente se recusa a doar — a satisfazer uma necessidade —, impedimos que o trabalho amoroso do “Pai” dentro de nós seja feito.
A gente enrijece a energia interior de fluir, coloca uma pedra dentro da nossa energia, dentro do nosso coração. Sempre que fazemos isso, estamos atrasando o trabalho da fonte criadora, de satisfazer a necessidade de alguém que pediu para ele por esse auxílio e que ele esperava poder agir através de nós.
💞 Uma Via de Mão Dupla
Só que isso é um tema que vai muito, muito profundo, porque isso também depende dos dois lados, ok?
É uma via de mão dupla, como dizem.
A pessoa que pede tem que estar receptiva para receber.
Então, muitas vezes aquele “não” que a gente dá nem é só nosso, nem é só a gente rejeitando.
Muitas vezes é porque a pessoa também não quer receber.
Como no conto que eu deixei aqui de exemplo no início desse texto, onde a pessoa quer que venha a própria fonte criadora manifestada, da forma como ela imagina que ela seja, e realize o desejo dela.
Ela não quer aceitar que um “simples mortal” seja a fonte de onde a sua necessidade seja satisfeita.
A pessoa que pede tem que estar receptiva e aberta para receber, conforme seja feita a vontade da fonte criadora, de quem quer que venha essa satisfação das necessidades.
E a pessoa para quem se apresentar a oportunidade de realizar esse desejo também tem que estar no fluxo, também tem que estar aberta e disposta e confiando que mesmo que ela dê ali seu único centavo para comprar aquela bala no farol, que no momento em que ela precisar, ela vai receber de volta.
Porque, como Jesus/Sananda colocou aqui, quando você sabe que a sua necessidade também vai ser satisfeita, quando você se entrega com alegria e gratidão, porque você está se doando, sabendo que abriu um espaço e que vai ser preenchido muito rapidamente pela fonte criadora. Vai retornar. Não existe escassez.
Todas as necessidades são satisfeitas.
Aí você começa a mudar a sua mentalidade e as suas ações.
🌊 O Fluxo do Dar e Receber
Então essa é uma reflexão para a gente ter a respeito de como se sente quando temos que comprar alguma coisa de alguém, se a gente sente medo de usar o dinheiro, porque lá no fundo a gente está ali acreditando muito mais na escassez, na falta do que na abundância. Ou quando a gente se recusa a ajudar alguma pessoa, às vezes dentro da nossa casa, porque é mais confortável estar ali quietinho, descansando, e vai te tomar tempo e energia levantar e ajudar aquela pessoa que está te pedindo.
Tudo isso é barrar o fluxo da vida, barrar o fluxo da energia divina dentro de nós.
Quando a gente poderia ir lá com alegria, com disposição e ajudar, sabendo que o que quer que seja que a gente está doando ali, seja o nosso tempo, seja a nossa energia, quando vamos fazer algo com alegria, somos automaticamente reabastecidos.
E, automaticamente, quando pedir algo, também vai receber muito mais rápido do que a gente imagina.
Mas lembre-se de que o contrário também é muito verdadeiro, como Sananda também explicou.
Quando a gente vai e entrega, com aquela energia de “obrigação”, de estar fazendo porque você acha que deve e não porque você sente alegria e paz em fazer aquilo, também bloqueia o fluxo, e quando você precisar, provavelmente vai demorar um pouquinho também para receber.
Esse é o semear e colher, é a lei da ação e reação, é a forma como a fonte criadora trabalha dentro de nós e através de nós.
É assim que o mundo gira e faz as coisas acontecerem e desabrocharem na vida de todos e em tudo o que existe.
Desde o animalzinho que vai lá, pega a fruta, come o alimento dele na árvore, ele deixa cair a sementinha, ele, sem saber, sem resistir, está gerando um novo fruto que vai alimentar outros pássaros e talvez ele mesmo quando ele retornar ali, daqui a um tempo. É assim que funciona a natureza, em um fluxo de dar e receber, expandir e contrair. Solve et coagula.
A gente recebe, a gente entrega, como a respiração.
A gente não consegue reter tudo, a gente dá de volta naturalmente, e tem que soltar para voltar a receber.
💌 O Convite
Então, eu espero que tenha feito sentido essa aula, que traga uma reflexão e que traga a gente para o momento presente, para perceber quais impulsos estão vindo dentro de nós, de forma alinhada e coerente com a fonte criadora, para talvez falar com alguma pessoa, oferecer algo a alguém, ou simplesmente aceitar algo que alguém está nos oferecendo, de forma coerente, de forma consciente e equilibrada, para que a gente, sem saber, possa estar respondendo às orações.
Era isso que eu tinha para compartilhar na nossa décima aula, para mostrar a minha gratidão por ter chegado até aqui, até este artigo, e a minha forma também de honrar todas as pessoas que, graças a elas, que responderam às minhas orações, foram a personificação do fluxo e da fonte criadora para que eu chegasse até aqui com tanto amor e tanta gratidão para expandir e compartilhar com cada vez mais pessoas esse conhecimento: o caminho, a verdade e a vida entregue pelo nosso amado Mestre. ✨
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👽 ESCRITO POR:
Cássia Sena
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