Curso Prático de Auto-Maestria: AULA 9 — A Libertação Oculta Através da Verdadeira Quaresma

Curso Prático de Auto-Maestria: AULA 9 — A Libertação Oculta Através da Verdadeira Quaresma

A Revelação do Deserto:

“Por favor, observe! MINHAS SEIS SEMANAS NO DESERTO foram um tempo de total limpeza de minha consciência humana. Velhas atitudes, crenças e preconceitos foram dissolvidos.

É com esse chamado direto e reto, retirado da Carta 01 do livro "Cartas de Cristo", que iniciamos mais uma etapa do nosso percurso no Curso de AutoMestria.

Solver e coagular. Eis o processo alquímico que Sananda experimentou ao atravessar o seu deserto pessoal, deixando sua personalidade antiga como a serpente que se desfaz da antiga pele, para se tornar um novo ser, ou melhor, permitir que a sua VERDADEIRA ESSÊNCIA CRÍSTICA emergisse do homem que Ele foi até o batismo.

Se na aula anterior compreendemos que o “Reino dos Céus” não é um lugar, mas um estado de consciência, agora damos um passo além — porque inevitavelmente surge uma pergunta:

Se o Reino é interno, então por que o caminho até ele foi, ao longo dos séculos, associado à dor, ao sacrifício e ao sofrimento?

E é exatamente aqui que entra a Quaresma.

Sejam bem-vindos. 🧙‍♀️

O laboratório alquímico continua aberto.

📕 A Quaresma Como Foi Ensinada

Tradicionalmente, a Quaresma é apresentada como um período definido por:

◽ penitência

◽ renúncia

◽ sacrifício

◽ preparação para a Páscoa

Inspirada nos 40 dias em que Jesus Cristo (Sananda) esteve no deserto, ela foi estruturada como um tempo de “negação de si”, muitas vezes associado à dor como forma de purificação.

Mas aqui precisamos parar e observar com lucidez:

Será que o ensinamento original apontava realmente para o sofrimento, penitência e sacrifício?

Ou será que, mais uma vez, houve uma interpretação distorcida da experiência?

❌ O Erro Coletivo: A Espiritualização do Sofrimento

Ao longo da história, a humanidade desenvolveu um padrão recorrente: transformar processos de expansão em narrativas de dor — e não que não seja doloroso deixar para trás uma personalidade que alimentamos muitas vezes por décadas, mas não é bem como foi colocado pela religião, como aconteceu com a própria narrativa da crucificação, com a ideia de salvação.

E isso também aconteceu com a Quaresma.

Veja o que é revelado por Sananda nas Cartas:

“Faz dois mil anos que os ‘Cristãos’ estão revivendo o trauma de minha crucificação… Isso está sendo escrito num dia de Sexta-Feira Santa e vim especialmente para falar acerca de minha crucificação… vim para dizer que você deve abandonar todo o drama referente a aquele dia….

Já é tempo para que as pessoas acordem de seu longo, longo sonho e compreendam a existência como ela realmente é — e a verdade a respeito de minha crucificação, a qual esteve oculta até este momento. 

Na sexta-feira Santa, ano após ano, através dos séculos, pelo mundo todo, foi criado um “estado de consciência” traumática e contaminada. Este estado está tão longe da dimensão espiritual da CONSCIÊNCIA CRIATIVA UNIVERSAL quanto o inferno está do céu.”

Essa afirmação rompe diretamente com uma estrutura profundamente enraizada: a de que a elevação espiritual passa necessariamente pelo sofrimento.

Mas a verdade é outra.

O sofrimento não purifica.

O sofrimento aprisiona quando não é compreendido, e aqui quero lembrar do que trouxe lá na primeira aula dessa série de textos educativos: tudo aquilo que te faz sentir amor, harmonia e felicidade vem da sua essência, ou seja, da Fonte Criadora. Tudo que te faça sentir tristeza, culpa ou qualquer sentimento negativo derivado dele não faz parte da verdadeira realidade.

Logo, o que concluímos quando pensamos nas emoções que foram longamente disseminadas na “semana Santa”, como Sananda colocou? 

Reflita por si mesmo — e ouça a sua verdade gritar.

💔 A Grande Distorção: Do Deserto à Culpa

A experiência do deserto — que deu origem à Quaresma — foi convertida, ao longo do tempo, em um processo de culpa, autopunição, privação sem consciência do que realmente está se buscando ao se abster de certos hábitos, e repetição simbólica de dor e medo.

E isso gerou um efeito silencioso: uma espiritualidade baseada em esforço, peso e desconexão.

Mas quando olhamos diretamente para o ensinamento original, encontramos algo completamente diferente.

❤️ O Verdadeiro Significado dos 40 Dias

O número 40 não aparece por acaso na experiência crística com o deserto.

Ele representa, em diversas tradições, um ciclo completo de transformação, como:

◽ 40 dias de preparação

◽ 40 dias de purificação

◽ 40 dias de transição entre estados de consciência

◽ 40 semanas da gestação humana

Todos passaram por um mesmo padrão:

isolamento → dissolução → clareza → alinhamento

Não há aqui sofrimento como objetivo.

Há transformação.

🧘‍♂️ O Que Realmente Aconteceu no Deserto

Agora voltamos ao ponto central:

“MINHAS SEIS SEMANAS NO DESERTO foram um tempo de total limpeza de minha consciência humana. Velhas atitudes, crenças e preconceitos foram dissolvidos.”

Perceba a profundidade disso.

O deserto não foi um espaço de dor, foi um espaço de limpeza, um período de dissolução do ego.

Não foi privação vazia, foi libertação da identidade limitada.

E isso muda absolutamente tudo no conceito da quaresma.

✨ A Dissolução do Ego: A Chave da Quaresma

Ao longo dos 40 dias, o que ocorre não é uma luta contra o corpo ou contra a vida.

O que ocorre é:

◽ a dissolução de crenças

◽ o enfraquecimento da identificação com o ego

◽ a liberação de padrões emocionais densos

◽ o alinhamento com a Consciência Amorosa

A Quaresma, em sua essência, não é um ritual religioso.

Ela é um processo interno de desidentificação da personalidade humana.

Quando Sananda expõe sua experiência no deserta já na Carta 01, Ele faz questão de buscar palavras que possam expressar toda a sua felicidade, êxtase e harmonia, por estar vivendo apurificação da consciencia em contato direto com a Consciência Universal, que ele tem dificuldades até de descrever de forma que a nossa consciência humana possa compreender, mas que acaba resumindo a natureza dessa Fonte Amorosa como: Crescimento, Nutrição, Cura, Proteção, Satisfação das Necessidades, Trabalho (Criaçao), Sobrevivência, Ritmo e Lei & Ordem.

Logo, uma prática que se assemelhe ao que ele viveu nesse período deve nos levar a sentir ao menos um pouco dessa própria natureza em nós mesmos — já que somos a própria forma individualizada dessa Consciência maior.

Incorporar atitudes que se assemelhem a essa natureza seria então de fato a verdadeira experiência crística da quaresma — assim como se interiorizar e permitir que essas emoções possam emergir em nós de forma espontânea, como ele experimentou.

🕊️ A Libertação dos Dogmas e a Verdade Sobre a Ressurreição

Neste ponto, é importante abrir espaço para um trecho essencial, apresentado na íntegra, retirado das Cartas de Cristo, que nos convida a romper com um dos maiores dogmas construídos ao longo dos séculos:

“Foi dito que ‘meu corpo ressuscitou dos mortos’. Que absurda história inventada pelas mentes daqueles que não sabiam como explicar satisfatoriamente minha morte na cruz como um malfeitor! Por que eu teria necessidade de um corpo terreno para continuar a existência na outra dimensão? Como este mito ridículo pôde persistir até o século vinte e um? Isto dá a medida da falta de compreensão dos ‘Cristãos’: o fato de até hoje terem aceitado cegamente tal dogma.

Pense nisto com cuidado. Tendo sido liberado de um corpo terreno e tendo vivido a experiência de êxtase e de glorioso encantamento que é a passagem a uma dimensão superior da CONSCIÊNCIA UNIVERSAL, por que eu iria querer voltar à dimensão terrena e entrar em meu corpo outra vez? Que utilidade isso teria para mim em seu mundo e no meu? Enquanto a ‘substância física’ de meu corpo durante a vida na Terra poderia ser espiritualizada quando estivesse perfeitamente harmonizada com o ‘Pai Consciência Amorosa’, meu corpo não seria um transtorno e impedimento para minhas viagens posteriores nos Reinos Espirituais superiores?

As coisas visíveis não são mais do que uma manifestação das frequências vibratórias específicas na consciência, que produzem um ‘CINTILAR DE MINÚSCULAS PARTÍCULAS’, criando um aspecto de ‘matéria’ sólida. Cada substância visível possui sua própria frequência vibratória única. Uma mudança na taxa de vibrações produz uma alteração na aparência da ‘matéria’. Quando as energias da consciência mudam, também mudam as aparências da ‘matéria’."

Esse trecho não está aqui para confrontar crenças, mas para ampliar a percepção.

Ele revela que grande parte do que foi sustentado como verdade absoluta pode, na realidade, ser uma interpretação limitada da experiência espiritual.

E mais do que isso: mostra que a verdadeira transformação nunca esteve no corpo… mas na consciência.

🌈 “O Meu Reino Não é Deste Mundo”

Outro ponto essencial precisa ser compreendido:

“Por que eu teria necessidade de um corpo terreno para continuar a existência na outra dimensão?”

Essa afirmação desconstrói não apenas a ideia de ressurreição física, mas também toda a lógica de recompensa futura.

◽ O Reino não vem depois.

◽ O Reino se revela quando a consciência é purificada.

◽ Quando o ego se dissolve.

◽ Quando a densidade interna é transmutada.

Sananda afirmou várias vezes que o reino dele não estava nesse mundo, e que ele não veio para governar, dominar e reinar como os famosos imperadores da época, ainda assim insistiram em tentar mantê-lo “preso” à necessidade de um corpo físico para que ele cumprisse a sua missão, quando na verdade ele já estava transitando em ambos os mundos físico-energético há muito tempo — e como vemos em seu diálogo com Nicodemos, ninguém percebia.

🌟 A Verdadeira Quaresma

Diante disso, podemos finalmente compreender que a verdadeira Quaresma não é sobre deixar de comer algo, mas continuar alimentando a raiva interna, a vergonha ou as velhas reclamações.

Não é sobre sofrer, se punir ou lamentar o que Sananda passou em sua transição para além do mundo físico.

A verdadeira Quaresma é um processo de observação interna, uma dissolução consciente de padrões limitantes, um desapego da identidade falsa e manipulada pelo mundo externo, uma reconexão com a Fonte de tudo que existe. É um retorno ao que é essencial.

Esses “40 dias” podem acontecer a qualquer momento, quando você assim determinar ou quando menos esperar… mas todos nós, em algum momento, teremos que atravessar o nosso próprio deserto para voltarmos para a “casa do Pai”.

Esse é o único caminho que nos leva até Ele — ou, melhor dizendo, para nós mesmos.

💌 O Convite

Talvez, pela primeira vez, você esteja vendo com clareza que os 40 dias no deserto não foram um caminho de sofrimento, mas de liberdade.

E que a Quaresma, quando compreendida em sua essência, deixa de ser um ritual religioso e se torna um portal de automaestria.

Fica então apenas um convite: dissolver o que não é você para que aquilo que sempre foi… possa emergir com consciência.


Seguimos. 🔥✨


👽 ESCRITO POR:
Cássia Sena

🛸 LINKS AUTORA:
NAVES | UNIVERSO

     

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