A Dor Como Pedido de Consciência — Um Poema sobre Autoempatia e Presença.

A Dor Como Pedido de Consciência — Um Poema sobre Autoempatia e Presença

Este poema nasce da observação da dor como linguagem — não como erro, não como falha espiritual, mas como um sinal legítimo do corpo, da alma e da consciência em busca de reorganização e cuidado.

Nem toda dor é negatividade. Nem toda crise é fraqueza. Há experiências que nos pedem escuta antes de solução, presença antes de julgamento e acolhimento antes de correção.

Cada ser vive em uma estrutura diferente, com histórias que não começam todas do mesmo ponto. Por isso, mais do que interpretar ou comparar, talvez seja tempo de aprender a honrar os caminhos percorridos, inclusive aqueles que não podemos ver.

Esse poema é um convite a ampliar o perceber.

A Dor Como Pedido de Consciência:


Não é sobre olhar e ver doer,
mas sim ter consciência
para curar o que se vê.

A dor se torna intensa
e transborda… para a vida
quando não observada
e com presença sentida.

Toda dor merece ser ouvida.
Cuidada…
Transmutada…
E, com carinho, acolhida.

As crises são o corpo
pedindo solução.
Um grito de socorro
do próprio coração.

Pedindo novos rumos
para a evolução.
Mudança de atitude.
Respeito.
Compreensão…

Nem toda dor responde
ao mesmo cuidado…
há processos que pedem
tempo e espaço.

Algumas feridas são superficiais,
enquanto outras…
são profundas e complexas.

Quanto mais tempo calada,
mais a ferida se faz…
Profunda.
Dolorida.
E pedindo por paz.

Há crianças…
que já nascem feridas,
em ambientes hostis,
sem amor ou harmonia.

Cada ser…
é um universo particular.
Alguns corpos são simples.
Outros…
intensos DEMAIS.

Para cada estrutura,
o desafio é singular.

É incerto comparar caminhos,
se existem opostas trilhas.
Mas podemos honrar cada passo,
com resiliência e empatia.

Expandir a consciência
todos podem escolher…
Mas o nível superado
só sabe —
quem SENTE o Ser. 🌻
 
👽 ESCRITO POR:
Cami Kleemann

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