Curso Prático de Auto-Maestria - Aula 11: “A Arrogância da Culpa e a Autopunição Inconsciente”

“Tudo em sua Terra é energia da consciência tornada visível — quer tenha forma de matéria inanimada ‘sólida’ ou plasma vivo. Com seus pensamentos, você alimenta ou destrói o que existe em seu ambiente.”
🎭 Disfarces e Armadilhas do Ego
Chegamos a um ponto muito importante para aqueles que estão verdadeiramente comprometidos com o processo de auto maestria: a libertação de sentimentos que nos impedem de transcender o Ego e avançar até águas mais profundas da união com a Essência Divina que habita em nós.
Se esse é o seu propósito — viver em unidade com a Fonte — saiba que é preciso transcender, antes de qualquer coisa, um sentimento que se disfarça muito bem de “espiritual”, quando na verdade é uma corrente que te faz escravo do pequeno “eu humano” — nosso amigo Ego.
Vamos aqui, nessa aula, praticar o olhar do “observador” a respeito da autorresponsabilidade sobre os eventos que experienciamos em nossas vidas — e que já foi detalhado aqui desde a primeira até a última aula, por meio das lições do nosso Mestre Sananda, na pessoa de Jesus —, agora com uma proposta diferente: a de entender qual papel a culpa está realmente desempenhando em sua vida, e quem sabe, no final, você consiga se livrar dela de uma vez por todas, com um bom e velho choque de realidade a respeito do papelão que esse sentimento desagradável, na verdade, nos faz passar quando o usamos como justificativa para uma autopunição consciente — ou não.
Hoje vamos usar como base estrutural da nossa aula trechos extraídos apenas da Carta 4, do livro Cartas de Cristo, onde conseguimos obter as respostas que precisamos para praticar esse exercício de observar as leis universais — como já sugeri — para que assim entendamos, afinal: o que a culpa está escondendo?
🧘♀️ Preparando o Terreno: Uma Prática de Presença
Para isso, eu peço que você pense agora em algum acontecimento de sua vida no qual se sinta culpado, mesmo que ainda não tenha coragem de admiti-lo nem para si mesmo. Pode ser uma situação que está aí há dias, ou um acontecimento desagradável que já fez alguns aniversários, mas que ainda gera desconforto. Ou melhor ainda: mesmo que você já tenha superado, escolha um acontecimento que lhe fez sentir mal pelo seu resultado. Após essa reflexão, pense nele novamente.
Agora tome certa distância do acontecimento e mergulhe nas lições de hoje.
Sugiro inclusive que você exercite um pequeno momento de conexão interior antes de seguir com essa leitura: chame o Mestre Sananda, peça à sua Consciência Crística que lhe ajude a ver o que estava oculto até esse momento, e a ter clareza dos ensinamentos que ele nos transmite com suas palavras aqui e agora.
Certo. Então vamos começar a nossa reflexão sem mais delongas.
✨ Você É o Criador da Sua Experiência
“É sua a habilidade de escolher de que maneira deseja viver no futuro. Você escolhe de que modo viverá ao mudar sua consciência do antagonismo para o amor e a aceitação de cada um igualmente.”
Começamos com uma afirmação que não pode jamais ser esquecida: cada um possui o poder de escolher exatamente como viverá a sua vida — hoje, amanhã e sempre. A cada instante, nos é dado o livre-arbítrio de escolher como vamos experienciar cada interação com o nosso universo pessoal: se uma pessoa será gentil ou grosseira quando a contratarmos para pedir um favor, se seremos aprovados ou não no vestibular daquela faculdade, até se o resultado de um exame médico será positivo ou negativo. Tudo está nas nossas mãos o tempo todo — sem exceções.
“Tudo em sua Terra é energia da consciência tornada visível — quer tenha forma de matéria inanimada ‘sólida’ ou plasma vivo. Com seus pensamentos, você alimenta ou destrói o que existe em seu ambiente.”
Cada pensamento e emoção que emanamos está determinando o que será construído em nosso ambiente, seja ele interno ou externo. Nessa mesma carta, Sananda nos alerta para o fato de que somos responsáveis até pela energia que emanamos para os blocos do prédio em que vivemos. Se algo se deteriora rápido demais em suas mãos, atenção ao que você tem emanado. Quando somos gratos e cuidamos do que temos com zelo, transmitimos energia de vida — e é assim que as coisas duram mais sem “dar problema”.
Mas vamos voltar à autorresponsabilidade e à criação:
“Se eu pudesse apenas ajudá-los a ver que realmente colhem o que semeiam! Se pudessem ver a verdade da existência como eu a vi, quando estava no deserto na Palestina, saberiam então que seus pensamentos e ações crescem em magnitude e força, dia após dia, e tomam uma forma exterior exatamente como as sementes das plantas que entram na terra e crescem, tomando formas exteriores cada vez maiores como talos, folhas e frutos, a cada dia que passa.”
💔 A Arrogância da Culpa
Muito bem. Agora quero que pare e pense por um minuto: com base nas explicações que Sananda está revelando até aqui, ficou claro que cada um é totalmente autorresponsável por cada experiência que está vivendo?
Confiando que a sua resposta é positiva, eu lhe convido a fazer uma nova reflexão: qual é o sentido de carregar culpa por um evento do qual você participou, se sabemos que todos os envolvidos criaram as circunstâncias para que isso ocorresse?
Para garantir que não ocorra nenhum desentendimento dessa lição, e que ela atinja o seu real objetivo, vamos deixar bem claro: a proposta aqui não é a de liberdade irresponsável. Não existem vítimas. Não existem culpados. Existe apenas a Lei e a Ordem natural de todas as coisas dentro do fluxo do universo.
A culpa é apenas a consequência de uma grande e volumosa arrogância humana, vinda diretamente do nosso amigo Ego, que acredita ser a grande “causa primária de todas as coisas” — quando na verdade ele está sendo a venda nos olhos, impedindo que se enxergue o que está por trás desse sentimento primitivo de punição emocional.
Quando olhamos para experiências que, aos nossos olhos humanos, não tiveram um resultado positivo, nada mais vemos do que a forma egoíca julgando as circunstâncias como negativas. E ali começa a ladainha mental de autojulgamento e autopunição: “você não foi bom o suficiente”, “você foi uma má pessoa”, “que vergonha!”. A arrogância nos leva a cair nessa conversa mental e a esquecer das lições que Sananda nos apresenta:
“…aquilo que já tiver sido criado na consciência pelos comportamentos agressivos e degradados NO MUNDO INTEIRO deverá se materializar na experiência humana — não como castigo, mas como consequência natural das LEIS da EXISTÊNCIA.”
Tudo, absolutamente tudo, está perfeito aqui e agora, dentro de uma ordem que apenas obteríamos se possuíssemos a Onipotência do TODO para compreender. Aqui, individualizados, temos apenas o recorte da situação.
Aquilo que julgamos ter sido um “mal” que fizemos a algo ou alguém é apenas uma lição, uma forma da natureza de encontrar o seu equilíbrio. Faça as pazes com o “não saber o porquê”. Tente substituir esse pensamento por: “Eu fiz exatamente o que o Universo precisava de mim naquele momento. Eu fui uma ferramenta da luz, da ordem e do amor, e aceito que não preciso saber tudo — muito menos o porquê de ter agido daquela forma.”
💎 Responsabilidade Sem Punição
Estamos aqui, nesse mundo — e nessas aulas —, com o objetivo de entrar em fluxo com a nossa verdadeira Fonte. Quando nos libertamos da arrogância, chegamos mais perto de tornar esse objetivo a nossa realidade. E ali teremos a habilidade de agir com coerência total, sem questionar nossas ações, porque ouviremos a Fonte nos ditando o que fazer e simplesmente saberemos, sem duvidar, que estamos agindo certo.
Até lá: não se culpe. Olhe para os atos passados — ou para os que você fizer daqui para frente — e apenas procure identificar:
“O que em mim ainda está vibrando na sintonia dessa situação negativa, da qual fui atraído para fazer parte?”
Então você entenderá que não é sua culpa, mas sua responsabilidade elevar-se em frequência, para que não seja mais necessário ser a “consequência” de situações desagradáveis emanadas pela consciência em desequilíbrio do outro.
🦋 A Culpa Pela Perda: O Caso da Transição
Para finalizar, quero lembrar também que: nem toda circunstância que aprendemos a interpretar como algo terrível é, de fato, assim.
A transição de um ser amado para outro plano, por exemplo, é uma causa raiz geradora de culpa na grande maioria da população mundial. Mas no dia em que integrarmos, com verdade, a consciência de que nada é permanente — e de que nada realmente se finda, apenas se transforma —, vamos abandonar essa prisão mental e perceber que essa também é uma consequência da arrogância: a de querer determinar, consciente ou inconscientemente, quanto tempo cada um tem que permanecer nesse plano, como se a transição para planos mais elevados não fosse, afinal, um presente para quem parte.
Aqui não apenas a arrogância, mas o egoísmo e o apego — o de querer prender aqueles que sustentam uma de nossas personas para sempre conosco — escondem o medo verdadeiro: o de tornar-se alguém completamente diferente, o medo de nascer de novo e recomeçar.
Sejam bem-vindos à liberdade. 🧙♀️
O Laboratório Alquímico está oficialmente aberto.
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👽 ESCRITO POR:
Cássia Sena
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