Corpo Arco-Íris: do ensinamento tibetano à alquimia das cores.
O corpo arco-íris é um conceito tibetano, conhecido por muitos, que fala sobre um nível de realização espiritual, ainda na matéria. O fenômeno do corpo de arco-íris é uma perspectiva de quando as pessoas alcançam o conhecimento completo, que seria: a ausência de ilusão.
Considera-se que a ignorância do não reconhecimento das qualidades ilimitadas pela mente conceitual (mental inferior) causa o revestimento dos limites do espaço, tempo e matéria.
Grandes iogues foram considerados como tendo adquirido o corpo de arco-íris ainda em vida, transformando-se antes mesmo de passar pela morte, e gradualmente, tornando-se "invisíveis". É visto como um sinal do objetivo de se atingir o estado primordial luminoso, ou seja, o processo da iluminação.
Uma mesma verdade, muitas linguagens.
Quando iniciei meus estudos na alquimia, foi a primeira vez que me deparei com esse conceito, de uma maneira um pouco diferente. Precisamos entender que cada cultura, cada época, irá falar sobre uma mesma temática, mas abordando de formas diferentes, servindo como uma porta de informação para determinados grupos de pessoas, com determinados níveis de crenças.
Na alquimia, existe o estudo dos 7 chakras, que, se somados (em cores), revelam as 7 cores do arco-íris. Mas por conta de desequilíbrios causados por nós mesmos, pelos condicionamentos que recebemos do mental inferior, há sempre o que ser trabalhado nessas energias para poder voltar a equilibrá-las. E fica difícil de trabalhar em todos com pé de igualdade, a falta ou o excesso constante das energias é percebida claramente por quem tem a visão (terceiro olho), na forma como as cores se comportam em nossa aura e também pode-se perceber onde há pedras ocultas (cristalizações que provêm de traumas) para serem dissolvidas e curadas.
Eu entendo que, por trabalharmos nessa criação com a referência do espectro arco-íris, e tomando o exemplo do prisma, quando temos todas essas “cores” equilibradas em nosso campo áurico, podemos perceber que se transforma em uma única luz, de uma única cor: branco. Sendo, em outras palavras, a representação máxima da integração das energias em nós.
Assim, nos “iluminamos”.
Iluminação não é se tornar luz, é recordar dela.
As cores são formas de expressões energéticas nesta criação, portanto, quando falamos sobre o verde, estamos falando de cura, de verdade, de conhecimento e consagração; quando falamos sobre o amarelo, estamos traduzindo discernimento, sabedoria, capacidade de compreensão; quando falamos sobre o azul, estamos trazendo a força de vontade, a fé, a confiança, o poder e a proteção. Cada cor transmite um significado. Não existem apenas 7 cores, mas essas 7 são a base, que, quando somadas, se tornam uma unidade integrada, representada pelo branco.
Por mais que o conceito do corpo arco-íris tibetano, e o conceito alquímico, tenham suas divergências, eu percebo como lados de uma mesma moeda, para explicar o que podemos esperar com o resultado do processo da iluminação. A iluminação, mais simples do que geralmente é retratada, é exatamente o momento em que começamos a recordar quem somos, sem que os ruídos que existem na mente inferior se tornem referência de nossa identidade. Não é sobre tornar-se luz, pois já somos luz. É sobre relembrar dela e vivê-la de maneira consciente, mesmo enquanto estamos encarnados.
A perfeição é ilusória, existirão momentos de clareza e de trevas, principalmente enquanto estivermos ainda em treinamento neste processo e com camadas para desapegar. Mas existem momentos, saltos de consciência e de iluminação, que abrem as portas para chegarmos cada vez mais próximos do resultado. E o resultado não é um destino final, é mais uma etapa do nosso processo de aprendizado de alma.
Quando você chega à iluminação, equilibra as cores (energias) e obtém clareza e consciência de quem você é, você percebe que, enquanto estiver no plano da criação, sempre haverá trabalho a fazer e aprendizados para integrar. Essa é a beleza de estarmos em experiência de alma.
Expandir a consciência é atravessar tetos.
Não espere “morrer para entender tudo”, isso não acontecerá.
Independentemente de estarmos encarnados ou desencarnados, a única coisa que mudará é o nível da densidade da forma que habitamos. Ao invés disso, trabalhe na expansão da sua consciência. Expandir é ampliar. Toda vez que você alcançar um teto de entendimento, vá além, pois assim a verdade vos libertará. E a expansão da mente e do corpo pode acontecer em qualquer nível de densidade de matéria que você esteja experienciando.
Quanto mais distante da fonte, naturalmente mais obstáculos enfrentamos nessa jornada, por todas as camadas que vão se criando que precisamos remover e limpar. As ilusões como a separação, a falsa impressão de estarmos sós, a polaridade existente que abre portas para essa diversidade frequencial que habitamos — tudo fica aparentemente mais difícil, pesado e moroso.
Por isso, é importante fazer a conexão com quem você verdadeiramente é, abrir as portas para encontrar seu caminho de volta para casa, pois você é a chave, a porta e a fechadura. Você não está preso e limitado, mas você pode acreditar estar e por isso vive essa realidade.
A realização da libertação na pureza primordial (estado de corpo de arco-íris) é o despertar da lembrança do nosso verdadeiro poder criacional. Sem ego, com alma. Sem complicações, com simplicidade. Sem hierarquia, mas em rede e em fraternidade.
Com amor e gratidão, 🐉✨💜
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👽 ESCRITO POR:
Gaby Ah El’ivien Shaen
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Navegar pelas camadas das densidades, observar e compreender as cores do arco-iris. Um processo constante de expansão para perceber que somos ilimitados. 💫🤍❤️
ResponderExcluirÉ sobre isso 🤍 Que a gente siga se permitindo atravessar camadas, integrar cores e recordar, cada vez mais, quem realmente somos. 🌈
ExcluirConectado com você!
ResponderExcluirAlways connected! 🐉✨🤗
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