Aprendendo a Respeitar as Minhas Cores.
✨ Nem tudo o que é bom para os outros é bom para mim, e nem tudo o que é bom para mim é bom para os outros. ✨
Sem melhores ou piores. Sem certo ou errado.
Apenas possuindo discernimento interior para reconhecer a minha própria diferença, respeitar a minha própria natureza e compreender que cada pessoa experiencia a vida de uma forma única.
Bem, eu não sei exatamente qual foi o dia em que parei de assistir filmes e séries ou de abrir as redes sociais apenas para ficar rolando o feed. Mas hoje foi o primeiro dia em que percebi isso de verdade: eu simplesmente não quero mais. A vontade foi embora.
Simplesmente, toda aquela compulsão — e quase uma necessidade — de mexer no celular, de ver algo, de assistir algo, de fazer alguma coisa, mesmo que me sentisse mal depois, sumiu. E tudo isso era a busca por dopamina.
Hoje não sinto falta. Não vejo graça.
Não tenho mais vontade de gastar meu tempo com coisas que, para mim, não agregam valor.
E sou profundamente grata por todo o caminho que percorri até aqui, porque ele me mostrou que a pessoa que sou hoje é resultado das escolhas que fiz no passado e continuo fazendo no presente.
Hoje, séries, filmes, c-dramas e redes sociais não parecem mais algo relaxante ou divertido. Pelo contrário. Para mim, isso gera cansaço, dor de cabeça e até uma sensação de desconexão, pois passava mais tempo no mundo do que dentro de mim.
E com o tempo comecei a ver tudo isso não mais como uma válvula de escape emocional ou uma fonte de dopamina, mas pelo que realmente era e pelos efeitos que causavam em mim.
E não porque essas coisas sejam ruins.
Não são.
É como a intolerância à lactose: O queijo não é o vilão, não é prejudicial para todo mundo. Mas, para quem tem intolerância, ele faz mal.
Eu percebo que passei muito tempo consumindo coisas que não me faziam bem, mesmo sentindo os efeitos. E hoje tenho maturidade para escolher diferente.
Tenho discernimento para olhar para a minha diferença e falar: "Uau, que linda cor eu sou."
E isso é uma forma de expressar também o amor-próprio comigo mesma. De relaxar na minha própria expressão. Sem buscar similares para poder me sentir pertencente, pois eu já pertenço a um lugar muito especial, que é a mim mesma…
E estou aprendendo a respeitar a minha maneira de experienciar a vida, como um bebê que começa a se descobrir. Estou descobrindo que ser diferente não é ruim, é somente a realidade.
Entendendo que algo não precisa ser taxado para todos como ruim para que eu escolha não consumir. Não preciso demonizar nada para reconhecer o que não me faz bem. Apenas observar se, na minha esfera pessoal, aquela coisa me faz bem ou não, como a lactose para algumas pessoas.
Existe uma liberdade muito grande nisso.
A liberdade de parar de lutar para me encaixar.
A liberdade de simplesmente ser quem eu sou.
Durante muito tempo, achei que tinha algum problema porque não conseguia lidar com certas coisas da mesma forma que as outras pessoas. Via todos passando horas nas telas, consumindo conteúdos sem parar e tentava fazer o mesmo. Entre outros cenários comuns dentro da sociedade.
Só que havia uma diferença: aquilo me fazia mal. Muito mal.
Hoje compreendo que tenho uma sensibilidade muito forte, e que esse tipo de estímulo me tira da minha sintonia interna. Atualmente, não preciso ignorar isso, minha forma única de me expressar, para me sentir aceita, pois resolvi aceitar as minhas próprias cores.
Ver minha diferença não como fraqueza, problema, dificuldade e lutar contra isso, como já fiz. Mas apenas observando esses meus traços, lindos e perfeitos, como eles são: apenas os meus lindos traços.
Porque isso não é apenas sobre algo te fazer mal ou bem. É sobre o que você aceita, o que você abafa e o que você rejeita simplesmente por ser diferente.
Respeitar os meus limites é uma forma de me amar.
E uma das maiores demonstrações de maturidade, na minha visão pessoal, é justamente essa: perceber o que te faz bem, o que te faz mal e ter coragem de escolher a si mesma. Aceitar que nem tudo vai ser para você, mas isso não significa que aquilo seja ruim para os demais.
Como o queijo, que para alguns é apenas mais um alimento e para outros é uma válvula para ir ao banheiro ou passar muito mal.
Então, se tiver alguém aqui lendo esse artigo e tiver algo diferente de todo mundo, ou algo que não é muito comum, lhe digo uma coisa: você não precisa agir, ser ou se comportar como os outros para se sentir aceito ou se sentir bem.
Você simplesmente precisa se aceitar e entender a sua forma única de viver a vida.
E tudo o que falei aqui vai muito além do “assistir filmes e séries ou ficar nas redes sociais”. Pois tudo o que falei aqui reflete na importância de se aceitar como se é, por mais que você seja um unicórnio para a sociedade, você somente será você para você mesmo, dentro da sua normalidade.
Com amor e gratidão, Orrani. 💖
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👽 ESCRITO POR:
O Caminho Para Dentro
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Sempre trazendo conteúdos pessoais que fazem refletir sobre certas atitudes do cotidiano que, às vezes estão no modo automático. Grato, minha amiga!
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