Soberania Interna: Entre infinitas versões, você continua sendo você.
Você não precisa se encontrar, precisa se reconhecer.
Existe um momento da jornada em que a pergunta “Quem sou eu?” deixa de nos conduzir para fora e começa a nos trazer de volta para dentro.
Durante muito tempo, podemos procurar essa resposta no mundo: em ensinamentos, sinais, experiências espirituais, outras vidas, percepções multidimensionais, mentores, relações, profissões ou caminhos que pareçam capazes de nos revelar alguma coisa sobre nós mesmos.
Mas e se, por um instante, você parasse de se procurar?
E simplesmente começasse a se observar?
O que você gosta? O que desperta a sua curiosidade? O que aprendeu ao longo da sua jornada? O que faz seus olhos brilharem? O que você gosta de criar, experimentar, estudar, construir ou simplesmente fazer porque aquilo lhe traz alegria?
Talvez os livros que você procura sobre si estejam sendo escritos todos os dias pela própria experiência de estar vivo.
Você sempre será você
Quando falamos sobre multidimensionalidade, podemos acessar a compreensão de diferentes expressões, roupagens e experiências da consciência.
Podemos nos perceber em outros ciclos, outras existências e outras formas de manifestação. E algumas delas podem parecer tão diferentes da nossa experiência atual que surge a sensação de existir um verdadeiro abismo entre aquilo e quem somos agora.
Ainda assim, é você.
A percepção pode mudar. A frequência pode mudar. A forma pode mudar. A experiência pode mudar.
Mas a consciência que experiencia permanece.
Cada existência pode ser compreendida como um capítulo de um grande livro. Um ciclo começa, se desenvolve e se encerra, dando espaço para outro. E cada página acrescenta experiência à consciência.
Entretanto, nenhuma dessas páginas, títulos ou roupagens define sozinha quem você é.
Como Maitreya trouxe certa vez:
“Não é o trono que faz o rei. É o rei que faz o trono.”
Não é o cargo, a missão, a dimensão, a roupagem ou o nome que entrega valor à consciência. É a consciência que dá sentido à experiência. Quando você para de esperar que o mundo confirme seu alinhamento, parte da soberania interna também está em abandonar a necessidade constante de confirmação.
Esperamos o número aparecer no relógio.
Esperamos o portal abrir.
Esperamos o
sinal chegar.
Esperamos determinada sensação energética.
Esperamos que alguma
coisa do lado de fora diga:
Sim, agora você está no caminho certo.
Até compreender algo muito simples: Você se alinha, e então o mundo reflete esse alinhamento.
Não é a onda que cria necessariamente o seu estado interno. É o seu estado interno que determina como você experiencia a onda. Essa mudança de percepção devolve poder para as nossas mãos.
Os sinais continuam podendo existir. Os portais continuam podendo ser utilizados. As ferramentas continuam sendo preciosas. Os ensinamentos continuam nos auxiliando.
Mas eles deixam de ocupar o lugar da nossa soberania.
A Universidade Cósmica, por exemplo, é um portal entre inúmeros outros portais possíveis de aprendizado e expansão. Você pode ter chegado até aqui porque existe ressonância com aquilo que está sendo compartilhado, mas nenhum portal deve substituir aquilo que existe dentro de você.
Um verdadeiro ensinamento não deseja que você dependa dele.
Ele deseja ajudá-lo a lembrar.
Você está se criando a todo momento
Soberania interna também implica observar aquilo que alimentamos diariamente.
Quantas vezes dizemos:
“Eu não quero mais viver isso.”
“Eu não quero ser dessa maneira.”
“Eu não quero continuar repetindo esse padrão.”
E, ainda assim, seguimos realizando pequenas práticas que sustentam exatamente aquela realidade?
Existe uma profunda responsabilidade — e também uma profunda liberdade — quando percebemos que estamos nos criando a todo momento.
Você cria a forma como age. Cria suas escolhas, a relação que estabelece consigo, aquilo que alimenta, aquilo que interrompe e aquilo que decide continuar.
Quando diferentes consciências se encontram, existe cocriação: construímos relações, famílias, projetos, sociedades e experiências em conjunto. Mas existe uma dimensão da experiência que permanece profundamente sua.
Você é regente sobre si
E soberania não significa controlar tudo aquilo que acontece ao seu redor. Significa reconhecer que, diante da vastidão de possibilidades existentes, você continua podendo escolher como deseja existir dentro delas.
Talvez chegue um momento em que você simplesmente se canse de procurar incessantemente quem é.
E então perceba: Você nunca esteve fora de si.
Entre infinitas possibilidades, caminhos, profissões, experiências, cores e formas de existência, você pode experimentar muitas versões de si mesmo sem deixar de ser quem é.
Você não precisa escolher uma única cor quando dentro de você existe um espectro inteiro de cores.
Pode ser azul.
Pode ser rosa.
Pode ser amarelo.
Pode ser todas elas.
Porque soberania interna não é construir uma definição rígida sobre quem você deve ser.
É permitir-se existir conscientemente enquanto continua se descobrindo, se escolhendo e se criando.
Talvez a pergunta deixe então de ser: “Quem sou eu?”
E passe a ser: “Quem eu escolho ser, a partir de quem reconheço que já sou?”
🤍 Gratidão e até breve...
𓂃 Egrégora da Universidade Cósmica 🎓
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👽 ESCRITO POR:
Universidade Cósmica
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